domingo, 31 de agosto de 2008

Eles fizeram o Cambona

O Cambona sempre foi fértil em oferecer não só para Alagoas, profissionais da mais alta estirpe. Quem não se lembra dos professores Cajueiro e Granjeiro, pioneiros na formação de cursinhos para o ensino da Língua Portuguesa; Antônio Paurilho, pianista e compositor, autor da música "Ansiedade"; Marcelo Santos, Agulhas Negras; Aldo Flores, Procurador do Estado; Dilmar Camerino, Ministério Público Estadual; Haroldo Miranda, ícone da radiofonia alagoana; Sabino Romariz, radialista e Deputado Estadual; Cleto Marques Luz, Consultor Jurídico da Assembléia Legislativa e eterno Presidente da Federação Alagoana de Futebol; os contemporâneos: Edson Bezerra e Cícero Péricles, doutores em Sociologia e Economia, respectivamente; Alder Flores, Advogado Ambientalista; Josenal Fragoso, Procurador da Ceal; Cláudio Lima de Souza, Delegado da Polícia Federal, como se vê, personagens que só engrandecem e honram nosso bairro. Ainda são remanescentes no Cambona: Guiomar de Gouveia Bezerra e Edson Bezerra, Norma, Mary e Washington Omena, Nalmi da Silva, Pedro Rebêlo, Joseval Fragoso, Carmem, Maria e Fausto Leite.
A intenção desse levantamento é de catalogar todos os moradores do Cambona. O aporte das famílias será detalhado e minucioso para que não ocorra esquecimento e a proporção que forem sendo lembradas, serão adicionadas.
Em uma época não muito remota, podemos destacar as famílias:Fragoso Pereira
José Pereira *
Lindinalva Fragoso Pereira *
José Elias Fragoso Pereira - Economista
Josenal Fragoso Pereira - Bel em Direito
Joseval Pereira Fragoso - Funcionário Púbico
Gouveia Bezerra
Salviana Gomes dos Santos *
Manoel Elpídio Bezerra *
Guiomar de Gouveia Bezerra - Professora
Francisco Elpídio de Gouveia Bezerra - Bel em Direito
Edson Bezerra - Bel em Sociologia
Lima de Souza
Manoel Lima de Souza - Funcionário da ECT
Marina Lima de Souza
Deraldo Lima de Souza - Bel em Medicina
Cláudio Lima de Souza - Delegado Federal
Sônia Lima de Souza - Bancária
Selma Lima de Souza *
Marluce Lima de Souza - Funcionária Pública Estadual
Edson Lima de Souza - Funcionário da Ceal
Flávio Lima de Souza - Bel em Medicina
Flores Barbosa
Aldo Flores Barbosa - Promotor Público *
Zunaira Ribeiro Barbosa - Funcionária Publica Receita Federal
Alder Ribeiro Flores Barbosa - Consultor Ambientalista
Zaira Ribeiro Flores Barbosa *
Zenise Ribeiro Flores Barbosa
Zirlane Ribeiro Flores Barbosa
Zeila Ribeiro Flores Barbosa
Pinto Torres
Esmeralda Pinto Torres *
José Aguinaldo Torres*
Valdomiro Pinto Torres *
Walderez Pinto Torres *
Eufrásio Pinto Torres - Bel em Arquitetura
Everaldo Pinto Torres - Marinha do Brasil
Edilma Pinto Torres
Calheiros
Mário Rodrigues da Silva *
Carmelita Calheiros *
Rosane Calheiros - Funcionário Público
Viviane Calheiros - Funcionaria Pública
Leite
João Gandaia *
Maria Leite *
Nazareth Leite *
Lourdes Leite - Professora
Fausto Leite - Professor
Carmem Leite - Professora
Rosa Leite *
Carvalho
Genésio Carvalho - Advogado e Jornalista
Geneildes Carvalho - Advogada
Genival Carvalho - Fiscal de Renda
Raimundo Carvalho - Fiscal de Renda
Geneir Carvalho - Bel em Direito
Leite Moreira
Luiz de Matos Moreira*
Maria Helena Leite Moreira*
Moab Leite Moreira
Moacir Leite Moreira*
Juarez Leite Moreira*
Luiz de Matos Leite Moreira*
Galba Leite Moreira
Guido Leite Moreira
José Leite Moreira
Renato Leite Moreira
Nilza Leite Moreira
Neuza Leite Moreira
Dantas
Máximo Gomes da Silva *
Laura Dantas dos Santos da Silva - Bel. em Pedagogia*
Judite Dantas Santos - Professora
Benedita Dantas Batista - Professora
Eduardo Batista - Empresário
Fernando Antônio Dantas Silva - Engenheiro Civil
Marcelino Máximo Dantas Silva - Escritor
Marluce Dantas Batista - Professora
Eduardo Batista Junior - Policial Federal
Malta dos Santos
Alvaro Victor dos Santos - Exercito Brasileiro*
Lindinalva MAlta Máximo dos Santos*
Analva Malta dos Santos - Administradora de Empresa/Servidor Federal*
Mércia Maria Malta dso Santos - Advogada/Servidora Federal
Marcelo Renato Malta dos Santos - Exército Brasileiro
José Alvaro de Malta Santos- Administrador de Empresa/Brakem
Alberto Jorge Tavares de Gois - Fisioterapeuta
(*) falecidos

terça-feira, 19 de agosto de 2008

A MUSA DO TARADO

Lúcia, nos seus incompletos dezesseis anos, possuía uma engenhosa beleza que acabara de desabrochar, saudável e viçosa como uma flor matinal. Cabelos escuros e em queda livre feito as cascatas; os olhos de jabuticaba e a pele morena lembrando as rolinhas caldo de feijão. Busto farto e os lábios carnudos que mostravam, ao menor sorriso, uma fileira de dentes alvos como coco. Esbelta igual às garças e dona de um aformoseado corpo de dançarina, Lúcia exibia leveza no andar e harmonia nos movimentos; suas salientes nádegas rebolavam como uma inquietante maré, despertando atenção à primeira vista. Cabocla oriunda do sertão, de onde veio para a capital ainda criança concluir os estudos, logo os galanteadores do bairro lhe batizaram como "Miss Lúcia". Desconhecendo o apelido que lhe era atribuído, sequer desconfiava das taras verbais que lhe dedicavam os rapazes, em descontraídas rodinhas de bate - papos na praça. Nessas ocasiões a beldade era predileção nos apimentados comentários: - Continua linda! Os peitinhos duros que nem bico de canoa. Ai se ela quisesse fazer amor comigo! Começava a beijá-la pelo pé da cama... Não havia limite na imaginação daquela turma de frajolas que enxergavam em Lúcia a razão das suas mais variadas fantasias, muitas vezes extravasadas no banheiro, em mágicos e solitários enleios. Audaciosa no uso de roupas curtas, a rapariga endoidava até mesmo os mais contidos. Impossível não reparar nos seus atributos; irresistível não desejar seus predicados.
Um desses rapazes, morador das cercanias, conhecido pela alcunha de Fábio Tara, debruçava-se regularmente no postigo de casa para esperar a passagem da admirável transeunte. Era itinerário obrigatório de Lúcia rumo ao colégio, cruzar à porta de Fábio que em vigília espreitava a caça feito um gavião faminto. "Batia o ponto" todos os dias. "Admirar o que é belo não é pecado", justificava-se. Certo dia, Miss Lúcia apontou na esquina trajando ordinariamente o uniforme colegial, a juba molhada e ao vento, exalando um cheiro de asseio recente. Há algum tempo que Fábio planejara a realização de uma audaciosa aventura, e aquele fora o dia escolhido. Quando Lúcia cruzou a calçada, Fábio provocou uma conversa aparentemente casta, mas no íntimo, cheia de falsas amabilidades, a fim de ganhar o tempo necessário para executar o seu intento. Guiado pelo espírito atrevido, o impostor fez uso da retórica como parte da estratégia. Impossibilitada de perceber os movimentos de Fábio, que se protegia por trás do para-peito da janela, deixando apenas o tronco desnudo, Lúcia demorou-se por alguns minutos à mercê dos desígnos daquele lobo travestido de cordeiro, que já havia aberto a braguilha. Do seu posto de observação privilegiado, ao tempo que devorava Lúcia com os olhos sequioso e vermelhos, denunciando a "lombra", prosseguia numa rítimica bolinação no pénis e latejante:
- Aonde você vai, Lucinha? 
Fitando a garota como uma serpente que magnetiza a caça, vítima do bote iminente.
- Oxê, Fábio, não vê que estou indo ao colégio?
Para mantê-la servil e à disposição dos seus caprichos, continuou procrastinando com patéticas indagações:
- Vai estudar é?
Demonstrando impaciência e falta de interesse na conversa fiada, Lúcia foi breve, dizendo-lhe que estava atrasadíssima para a prova de matemática, e que capengava na matéria. Aproximava-se o término do ano letivo, férias à vista, mas para livrar-se do desconforto de uma "segunda época", Lúcia admitiu necessitar de nota sete na disciplina. A luz do sol era plena àquela hora e o calor contribuía para excitar o onanista:
- " Ma-te-má-ti-ca é? Sete?" "Ma-te-má-ti-ca?".
Apegou-se a essas palavras como um retardado, realçando-lhes a intonação das sílabas, á medida que se aproximava do orgasmo:
-"Ma-te-má-ti-ca é? "Ma-te-má-ti-ca ...?". 
E acelerou como um dínamo os movimentos do braço rumo ao prazer, sacudido por uma ondulação lasciva que fazia palpitar seu corpo suando em bicas. De repente, dominado pela volúpia, quebrou o sigilo num espasmo gutural de boi zebu, confessando com estardalhaço a industriosa safadeza:
-" Tô gozando!" Tô gozando!"
E revirando os olhos, amparando-se para não cair, sujou o canto da parede com seu sémen onde costumava deixar vestígios da reiterada prática, cometida contra outras vítimas. Ostentava a imundice como troféu aos amigos que duvidassem do atrevimento. Só depois do fato consumado Lúcia percebeu indignada a artimanha. Pálida e impulsionada pelo susto, fugiu lépida como uma lebre do predador de faces afogueadas que, após saciar a luxúria, sossegou como uma fera que mata a fome na abundância de um banquete. Á noite, numa expansibilidade cínica e folgazã, foi à praça arrotar o resultado da impudicícia, narrando repetidas vezes e com riqueza de detalhes, o acontecido:
- A princesinha ficou imóvel na minha frente, cantando na mão feito curió manso. E mandei bronca na "rua da Palma número cinco". Foi uma bronha que me fez jorrar uma xícara de gala!"
Conto de Adelmo Afonso de Melo Marques Luz.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Cambonense


Ter amigos e com êles conviver é um privilégio de poucos.
Amigos cambonenses reunidos e irmanados após um dos maravilhosos fins de semana.