sábado, 16 de maio de 2009

A EUROPA NÃO É PRA QUALQUER UM


Acreditem, um dos nossos companheiro cambonense, convidado e bancado por sua matriarca, viajou a Europa. Lá chegando, encantou-se com a modernidade e principalmente com a variedade de vinhos, queijos etc. Acostumado a beber 51, Quinta do Morgado e Pitu, almoçar sururu ao coco, sarapatel, rababa, mocotó e frango com farofa aos domingos, quis provar vinho português e degustar todas as especiarias européias.  O que poderia acontecer, obvio, adoeceu. 
A história se repete: "pobre quando bebe mel pela primeira vez, se lambuza", e assim Alder Riquinho Flores, acometido de uma duradoura dor de barriga, sem plano de saúde, enternou-se no Hospital Geral, graças ao INSS. Fui visitá-lo, encontreio-o deitado em uma maca, no chão, tomando soro.  Fiquei chateado, triste e questionei: cara você não tem nem o Ipaseal Saúde ? Envergonhado não sei de que, respondeu-me: não tenho Chico, não posso pagar !
Adiantei que iria falar com o Kleber, Nah, Edmar, Kiko, Jess e principalmnte o Guedes "mão aberta", cambonenses mais abastardos financeiramente, para juntos darmos o apoio necessário, arrecadarmos uns trocados e enfim tirá-lo daquela situação tão degradante, até porque, Riquinho é muito querido entre todos nós e aquela situação era constrangedora, insustentável. 
Agora a explicação é lógica, o estomago do nosso companheiro não estava acostumado a tanta novidade, vamos rezar para que possa voltar as suas origens: degustar o velho e saboroso sururu e outras delicias alagoanas, que ele tão bem está acostumado . 
Arrecadado o dinheiro, retiramos Riquinho do Hospital Geral, situado no bairro do Trapiche e o internamos no Artur Ramos, graças ao prestígio da Dra. Vera Fragoso, esposa do nosso companheiro Nah, que possibilitou a internação, possibilitando ao nosso amigo um tratamento de lord.
A vida é assim, não há como mudar de uma hora pra outra, rezemos pela breve recuperação do nosso amigo Alder Riquinho Flores.

sábado, 9 de maio de 2009

FAMÍLIA DO GANDAIA - CLÓVIS


Conheço Clóvis, desde menino na casa do saudoso João Gandaia 
e Dona Amélia. Lar onde muito frequentei e me tornei amigo de Fausto, negro alto, zaqueiro arrepiador, entretanto a sua maior referência era a Matemática e a paixão por Maria, sua atual esposa. Logo fez vestibular de Engenharia, passou, não gostando optou por Matemática. Outras queridas amigas que formam a família Gandaia: as professoras Lourdes, Nazareth e Carmem, além de Rosinha que foi resideir em SãoPaulo e o nosso companheiro Clóvis, como se vê, todos voltados para a área da educação. 
Convivendo entre tantos professores, Clóvis aprendeu a gostar dos livros e logo ao terminar o colegial, hoje segundo grau, fez concurso para o INSS, sendo facilmente aprovado. Casou-se, teve um filho e mantinha uma vida regular: cervejinha, bate bola, batuque de mesa, etc.  
Agora pasmem, sem ter, nem pra que, nosso personagem bandonou o INSS, não se sabe o por que, e hoje passa por situações vexatórias. 
Nos dá uma enorme tristeza, vê-lo no estado em que se encontra. Descalço, mal vestido, com fome, pigarreando, neste sábado, 9 de maio, um gesto me marcou, presenciei nosso companheiro Guedes entregar duas sacolas com alimentos; já outro dia, Alder Flores lhe doou bermudas, camisas e uma chuteira, pra que ele participasse do racha, o que já aconteceu, entretanto, sua saúde debilitada não lhe oferece muitas condições. 
Vamos ajudá-lo no que pudermos, pois alí encontra-se um SER que tudo teve pra ser feliz, mais a bebida, o cigarro, enfim o vício falou mais alto. 
Deus o proteja.