segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pequena Óbvia Ode ao Pantanal.

Pantanal és um habitat natural.
Tens um destino especial
Para o equilíbrio mundial.
Quanto mal
O homem faz ao animal,
Quando não faz ao vegetal,
Na sede de sobrepujar,
Na fome de enriquecer:
Casacos de pele,
Sapatos de couro,
Papel prá vender ...
O homem te explora
A fauna e a flora,
Sem perceber
Que, a cada aurora,
Tu gritas, imploras,
Precisas viver,
Não morrer!!!
Prá fazer o mundo respirar,
Prá manter a terra intacta.
E, amanhã,
Quando o homem, sufocado,
Procurar, desesperado,
Espaço prá renascer,
Tu, apesar de saqueado,
Usurpado e maltratado,
Teres força prá dizer:
Homem,
Larga tua fantasia,
A ganância e a hipocrisia!
Cuida de mim,
E terás chance de viver!!!

Registrar as imagens do cotidiano com olhar de lince, assim é Geraldo Rebêlo, nascido no Cambona, integrante do Exército Brasileiro é um grande compositor, um dos meus parceiros prediletos. Tendo que exercer sua profissão de militar em vários estados, Rebêlo aproveitou suas viagens para compor e homenagear Brasília e os estados do Nordeste. Daí a idéia de gravar o CD – De Brasília ao Nordeste – Viajando no Forró. Atualmente encontra-se concluindo o seu segundo CD, ainda sem título.
Quem é amante de um bom forró pé-de-serra, com certeza viajará nas dez faixas que compõem o CD. 
Hoje Geraldo Rebêlo,  nos presenteia com uma das suas poesias.

domingo, 26 de setembro de 2010

Música ao vivo

Sábado 02 de outubro estaremos recebendo a visita de uma cambonense ilustre, Ada Mello, candidata a Deputada Federal. Abrilhantará a festa nosso velho companheiro Almir Lopes, aguardamos a presença de todos.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Recanto Poético

Multimídia.

Eu vivo na pré-história.
Você tem um toque de Midas.
Para mim,
Ver TV é uma glória.
Já você é multimídia.
Multimídia,
Você captou minha vida,
A privacidade escondida:
Me capturou as feridas,
Festas, frestas,
Rosas, margaridas,
Grilos, baratos, formigas,
Sossegos, paixões e chamegos
Sonhos, pesadelos, desejos
Do âmago do meu ser.
E agora quer me devolver?
Depois que analisou
Pisoteou, plastificou,
Industrializou, sintetizou,
Reduziu tudo a cinzas?
Me devolver para quê?
Se quando me vejo no espelho,
Já nem reconheço o meu jeito.
Me deixe só, vá-se embora,
Leve tudo com você agora,
Use, venda, doe ou jogue fora
Enfim, faça bom proveito.

Autor - Geraldo Érico

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Por onde andarão?

Quem não se lembra dessa foto tirada no Clube da Ceal.? Onde estão os companheiros: Eufrásio, Edson Pinduca e Zé Maria, Vioca, Deraldo Lima e tantos outros, todos personagens importantes de nossa associação, precisamos resgatá-los. 
O tempo passa, a vida continua, estamos no momento especial de nossa vida, juntos vamos relembrar nossa adolescência. 
Temos muitas histórias pra contar. Já se reintegraram ao grupo os amigo: Nau, Fernando Naninha, Claúdio Lima, Zezo e outros. Apareçam, serão bem vimdos.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Cambonense e as eleições

Neste sábado dia 18, na sede provisória do Cambonense na Barra Nova, se fará presente uma das candidatas a Câmara Federal por Alagoas, trata-se da Ada de Mello Marques Luz. No encontro, Ada apresentará as propostas que pretende levar ao Congresso Nacional, caso eleita.
Pelos informes de seus correligionários, temas voltados para a comunidade cristã e de cunho social, será o forte. 
Seja bem vinda, aguardamos a visita.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Cambona o bairro

Localizado entre a Praça dos Martírios e o Bom Parto, o Cambona era a passagem obrigatória para quem desejasse se dirigir ao bairro de Bebedouro, que na década de 50 possuía o status “bairro de elite”, visto que lá residiam às mais tradicionais famílias alagoanas. A Praça dos Martírios, principal área de lazer dos cambonenses, foi à época um dos recantos mais freqüentados nos festejos momesco; além de servir para o corso, desfile de carros de passeio, lotados de moças e rapazes, interagindo com o povo, na guerra de serpentina, talco e lança perfume, além de receber os blocos carnavalescos mais famosos: Cavaleiro Negro, Mascara Preta e o inesquecível Bloco do Major Bonifácio da Silveira - As Caboclinhas, que fazia a rota Bebedouro - Praça dos Martírios.
Bebedouro, hoje é visto como um bairro dormitório por não existir um comércio sustentável, entretanto, ainda se mantém vivo, graças à existência: da Igreja do Bom Conselho, do Mercado Público Municipal, da Estação Ferroviária, do Colégio Bom Conselho e de duas Casas de Saúde: José Lopes e Ulisses Pernambucano.
Já a Praça Floriano Peixoto ou dos Martírios como é conhecida, era arborizada e muito bem freqüentada, pois vivia outra realidade. Frontal a Rua do Comércio, circundada por prédios históricos: Rádio Difusora de Alagoas, hoje transformada em Museu Fundação Pierre Chalita, preservando a estrutura arquitetônica original; pela Caixa Econômica Federal, construída no terreno onde funcionou a primeira Faculdade de Economia da Alagoas, finalmente o Edifício do Conde e o majestoso Palácio Floriano Peixoto. Próximo ao Cambona, precisamente na Rua do Sol, situava-se o Grupo Escolar Fernandes Lima, onde a grande maioria dos cambonenses aprendeu as primeiras letras; já em direção ao Mercado Público, tínhamos duas vertentes: na primeira passávamos pelo Colégio São José, cuja diretora e proprietária Dona Laura Dantas e sua irmã, famosas pela ética e disciplina no mister de ensinar e na outra passávamos pelo Diocesano, mais conhecido como Colégio Marista, hoje ocupado pela Secretaria de Agricultura.
Também participavam dos ensinamentos aos cambonenses, as professoras (es): Salviana Gomes dos Santos, que teve como aluno o Mestre Deodato; Guiomar de Gouveia Bezerra; os professores Sebastião Granjeiro, Cajueiro e Coitinho Leite, este famoso pela palmatória usada para quem errasse a tabuada e pelo castigo do milho. Não esquecendo o lado cultural, a grande mestra do piano Professora Georgina, que com maestria ensinou os primeiros acordes aos alunos: Marcelo Santos, nosso querido Botinha, sua irmã Mércia e ao Chico Elpídio. Outra fonte de prazer desfrutada por todos, era vivida no Clube do Trabalhador - SESI, onde eram disputados torneios de futebol, tendo como representante o Cambonense, primeiro e segundo quadros. Foi nesse habitat que os cambonenses foram criados, sentindo hoje muita saudade dos bons tempos vividos.
A convivência com os mais velhos, deixou para os mais novos, a marca do respeito e da decência, valores incontestáveis para um futuro promissor. O Cambona permanece vivo nos encontros realizados aos sábados e nas festas realizadas entre amigos, como por exemplo, o Pernil do Nah, sempre na última sexta feira do ano e principalmente no bate bola semanal, quando juntos renovamos a amizade e principalmente a vida.

Viva o Cambona e os Cambonenses.
Curiosidade - segundo Aurélio Buarque, Cambona, significa mudança rápida das velas dos barcos ou do rumo na direção das velas; reviravolta; cambalhota.