sábado, 29 de agosto de 2009

Quando o pai torna-se necessário

O bom pai é aquele que vai se tornando desnecessário com o passar do tempo.
Meus filhos, o que está escrito acima parece estranho, mas não é.
Agora que vocês estão na era dos vinte anos, começaram a dar vôos-solo, estão chegando a hora de iniciar um processo de reprimir de vez o impulso natural paterno de querer colocar a cria debaixo das asas e proteger de todos os erros, tristezas e perigos.
Quando começo a esmorecer na luta para controlar vocês, penso:
- será que fiz ou estou fazendo o trabalho direito?
Se fiz, e acho que sim, tenho que me tornar desnecessário.
Antes que pensem diferente, devo explicar o que significa isso. Ser desnecessário é não deixar que o amor incondicional de PAI, que sempre existirá, provoque vício ou dependência em vocês como uma droga, a ponto de não conseguirem ser autônomos, confiantes, independentes e prontos para traçar o seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. 
A cada nova fase, uma nova perda e um novo sonho, para os dois lados, eu e vocês, porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não para de se transformar ao longo da vida, até o dia em que vocês se tornarem adultos, constituírem a própria família e assim recomeçar o ciclo. O que vocês precisam é de ter a certeza de que estamos aqui firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o abraço apertado e o conforto nas horas difíceis. Esse é o maior desafio e principal missão. Ao aprendermos a ser desnecessários nos transformaremos em porto seguro para quando vocês decidirem atracar.
O texto QUANDO O PAI TORNA-SE DESNECESSÁRIO, de autoria do ambientalista Alder Flores, cambonense de raiz, serve de reflexão a todos nós que temos filhos adolescentes e que passam por momentos de turbulência. A nossa preocupação é diária, pricipalmente com o constante crescimento da violência no país e em particular em nossa Alagoas, entretanto, em sua conclusão destaca o autor:
"Ao aprendermos a ser desnecessário nos tranformarmos em porto seguro para quando decidirem atracar"; um belo exemplo e uma permanente prova de amor, que só os pais com certeza sentem.
Alder Flores, natural de Maceió, cambonense da raiz é Consultor e Advogado Ambientalista.

domingo, 5 de julho de 2009

SAUDADES DA PRAÇA


Roberto C. de Menezes, é oriundo de Palmeira dos Índios e Cambonense por opção. Durante a sua adolescência no Cambona, teve como fies parceiros os amigos: Alder Flores, Joseval Pereira e Gabriel Campana, quarteto inseparável, seja: nos estudos, nas festas, nos bate-bola e principalmente nas farras que realizavam, nos relatando momentos inesquecíveis e engraçados, dignos de um livro, se assim fossem registrados os fatos ocorridos à época. Beto, como é chamado entre nós, é casado tem um casal de filhos e no momento preside o Conselho Regional de Odontologia. 

O texto a seguir foi transcrito da Gazeta de Alagoas, editorial do dia 02 de julho de2009.
Vim do interior do Estado, da querida Palmeira dos Índios, no início da vida, morar em Maceió, por motivos de transferência do meu pai, morar nos fundos (oitão) da Igreja dos Martírios, em frente à Praça dos Martírios. Foi nela, onde comecei a dar os primeiros passos da vida, e viver grandes momentos das fases da infância, adolescência e adulta, junto com grandes amigos, que lá conheci, e que ainda somos até hoje.
Na Praça dos Martírios começamos a aprender o cotidiano da vida e a distinguir, as coisas boas e más, onde nos reuníamos, nas horas vagas, com a turma, em frente à casa do Dr. Aldo Flores, Promotor de Justiça.
As turmas eram divididas por faixa etária, não havia distinção de cor, sexo, facção política ou religiosa, classe social. Eram todas iguais, buscando sempre a amizade e a troca de experiências. Na turma da praça, tinha todo o tipo de ser humano, intelectual, boêmio, anarquista, esquerdista, direitista, centrista e sonhador. Tinha de tudo, mas todos conviviam, sem a malícia da sociedade hoje, sem os vícios dos que perambulam pelas praças de hoje.
Foi Lana “Turma da Praça”, que aprendemos a gostas de ler, namorar, ir as festas, de jogar futebol com os times de outras praças, de tomar “umas cachaças” com colegas, de saber o que era Democracia e Ditadura e ver colegas idealistas e sonhadores por uma sociedade mais justa, estes sim, tinham idealismo. A maioria dos colegas tinha formação católica, devido a nossa convivência com a Igreja dos Martírios, de onde passaram vários freis, de conservadores a progressistas. Mas também tinham ateus,materialistas, espíritas, evangélicos e as mais diversas tendências religiosas. E quando juntavam todos era um verdadeiro culto ecumênico.
Na pequena garagem de minha casa,onde meus pais moravam, tinha um cursinho chamado de “Boa Esperança”,onde os professores eram os mesmos freqüentadores da praça. O curso era coordenado pelo meu querido irmão Denisson Menezes (morto em Cuba),preso político à época, onde foi barbaramente torturado,com outros colegas como o Denis Agra, Breno Agra (falecidos), Jeferson, Fernando, Flávio(juiz de Direito), por defenderem uma sociedade mais justa, que nos ensinavam Biologia, conhecimentos gerais e também a ser gente.
Como também outros bons companheiros que nos instruíamos, contribuindo com vários colegas a ingressarem em faculdades e concursos públicos.

sábado, 16 de maio de 2009

A EUROPA NÃO É PRA QUALQUER UM


Acreditem, um dos nossos companheiro cambonense, convidado e bancado por sua matriarca, viajou a Europa. Lá chegando, encantou-se com a modernidade e principalmente com a variedade de vinhos, queijos etc. Acostumado a beber 51, Quinta do Morgado e Pitu, almoçar sururu ao coco, sarapatel, rababa, mocotó e frango com farofa aos domingos, quis provar vinho português e degustar todas as especiarias européias.  O que poderia acontecer, obvio, adoeceu. 
A história se repete: "pobre quando bebe mel pela primeira vez, se lambuza", e assim Alder Riquinho Flores, acometido de uma duradoura dor de barriga, sem plano de saúde, enternou-se no Hospital Geral, graças ao INSS. Fui visitá-lo, encontreio-o deitado em uma maca, no chão, tomando soro.  Fiquei chateado, triste e questionei: cara você não tem nem o Ipaseal Saúde ? Envergonhado não sei de que, respondeu-me: não tenho Chico, não posso pagar !
Adiantei que iria falar com o Kleber, Nah, Edmar, Kiko, Jess e principalmnte o Guedes "mão aberta", cambonenses mais abastardos financeiramente, para juntos darmos o apoio necessário, arrecadarmos uns trocados e enfim tirá-lo daquela situação tão degradante, até porque, Riquinho é muito querido entre todos nós e aquela situação era constrangedora, insustentável. 
Agora a explicação é lógica, o estomago do nosso companheiro não estava acostumado a tanta novidade, vamos rezar para que possa voltar as suas origens: degustar o velho e saboroso sururu e outras delicias alagoanas, que ele tão bem está acostumado . 
Arrecadado o dinheiro, retiramos Riquinho do Hospital Geral, situado no bairro do Trapiche e o internamos no Artur Ramos, graças ao prestígio da Dra. Vera Fragoso, esposa do nosso companheiro Nah, que possibilitou a internação, possibilitando ao nosso amigo um tratamento de lord.
A vida é assim, não há como mudar de uma hora pra outra, rezemos pela breve recuperação do nosso amigo Alder Riquinho Flores.

sábado, 9 de maio de 2009

FAMÍLIA DO GANDAIA - CLÓVIS


Conheço Clóvis, desde menino na casa do saudoso João Gandaia 
e Dona Amélia. Lar onde muito frequentei e me tornei amigo de Fausto, negro alto, zaqueiro arrepiador, entretanto a sua maior referência era a Matemática e a paixão por Maria, sua atual esposa. Logo fez vestibular de Engenharia, passou, não gostando optou por Matemática. Outras queridas amigas que formam a família Gandaia: as professoras Lourdes, Nazareth e Carmem, além de Rosinha que foi resideir em SãoPaulo e o nosso companheiro Clóvis, como se vê, todos voltados para a área da educação. 
Convivendo entre tantos professores, Clóvis aprendeu a gostar dos livros e logo ao terminar o colegial, hoje segundo grau, fez concurso para o INSS, sendo facilmente aprovado. Casou-se, teve um filho e mantinha uma vida regular: cervejinha, bate bola, batuque de mesa, etc.  
Agora pasmem, sem ter, nem pra que, nosso personagem bandonou o INSS, não se sabe o por que, e hoje passa por situações vexatórias. 
Nos dá uma enorme tristeza, vê-lo no estado em que se encontra. Descalço, mal vestido, com fome, pigarreando, neste sábado, 9 de maio, um gesto me marcou, presenciei nosso companheiro Guedes entregar duas sacolas com alimentos; já outro dia, Alder Flores lhe doou bermudas, camisas e uma chuteira, pra que ele participasse do racha, o que já aconteceu, entretanto, sua saúde debilitada não lhe oferece muitas condições. 
Vamos ajudá-lo no que pudermos, pois alí encontra-se um SER que tudo teve pra ser feliz, mais a bebida, o cigarro, enfim o vício falou mais alto. 
Deus o proteja.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O RETORNO


Retornando aos poucos ao nosso convívio o companheiro Nah Fragoso. 
Pelo seu companheirismo e amizade para com todos, ficou conhecido como Pai Nah, pois é comum todos os sábados por volta das 10 horas, ele chegar do supermercado carregado de tira-gosto: sardinha pro Chico, lingüiça pro Edmar, frango pra grelhar e mais umas latinhas de Kronebeer pra relaxar.
Mais o que estamos ansiosos mesmo é de vê-lo com a redonda nos pés, poucos têm a sua habilidade, é sempre um colírio as jogadas, os gols e a malandragem, que bem executa dentro do campo. Aguardamos com ansiedade o seu retorno, entretanto, o momento agora é de recuperação, o que está acontecendo rapidamente, Graças a Deus, e temos certeza que em breve estará de volta nos presenteando com o seu futebol de toque irreparável e raciocínio rápido. 
É aguardar pra vêr e bater palma.
Josená Pereira Fragoso - NAH, é natural do Cambona, desde garotão, ainda precoce, já fazia parte do time titular do cambonense, onde se destacavam: Dilmar Camerino, Nelinho, Nau, Tião, Lelo e outros, situação que causava muita inveja aos garotos da mesma idade. Atualmente, Fragoso trabalha como Procurador da CEAL e nas horas de lazer seu destino inicial é o município de Coruripe, onde no Puxim tem uma casa de praia, em segundo plano, o bate bola do Cambonense que religiosamente comparece.

terça-feira, 7 de abril de 2009

E O JOÃO NELINHO, DANÇOU...


Durante esta semana fui duramente criticado pelo nosso amigo João Nelinho, só porque no sábado, dia 04 do corrente às 13h., resolvi preparar uma macarrona e êle já tinha ido embora, mesmo assim, ainda liguei, convidando-o a comparecer e degustar o prato do dia.
Por ouro lado, quero destacar, que o convite era somente para dar satisfação, até porque, o desejo de todos presentes, umas 13 pessoas, era que ele não comparecesse, pois com a disposição que tem para comer de tudo, mesmo sem levar tira-gosto algum, não sobraria nada e eu só tinha comprado dois pacotes de macarrão, que após o cozimento tornaram-se deliciosas: uma com o tradicional cachorro quente e a outra com o salmão presenteado pelo Di Paula, caprichosamente preparado pelo mano Chico. Agora observem, se o João Nelhinho retornasse, todos nós ficariamos a ver navios, pois com certeza os dois pacotinhos de macarrão só daria mesmo para ÊLE, não sobraria nada, até porque só almoça em travessa, dispensou há muito tempo o prato fundo, por achar pequeno, e todos nós, caso quizessemos repetir, não seria possível.
Agora haveria uma segunda opção, ficar esperando pelo Carneiro do Kiko ou pelo Peru congelado do Rogerio, ou seja, teríamos de esperar sentados até o fim do ano.



domingo, 5 de abril de 2009

ESTÓRIA PRA BOI DORMIR

O CARNEIRO DO KIKO
No início do ano, precisamente no mês de janeiro, logo após o primeiro bate-bola, nos reunimos pra colocarmos a conversa em dia e como é de costume, tomarmos uma geladinha.
Durante o bate-papo, surge através do nosso amigo Kiko, a promessa de ofertar aos amigos, um carneiro, oriundo de sua fazenda, situada no município de São José da Lage. Todos nós ficamos surpresos, com a surpreendente atitude franciscana do nosso companheiro, só nos restava no dia determinado, discutirmos, quantas grades tomariamos? Pasmem, na data aprazada a decepção foi geral, Kiko chega a sede do Cambonense de mãos vazias.
Questionado, cobrado, acusado, difamado, sabe-se mais lá o que, justifica-se narrando a dificuldade que está tendo o capataz em capturar o carneiro: 
- Meus amigos, está muito difícil localizar o rebanho. A cavalo demora muito, visto ser enorme a área de terra produtiva, lá plantando tudo dá e os carneiros devem se esconder no meio da plantação; seria até mais fácil a loclização de helicóptero; 
Não precisa dizer que a risada coletiva que demos e o mais engraçado ainda, foi à cara de pau do nosso personagem, querendo justificar o injustificável. Pra ser mais claro, estamos no mês de abril e até este último sábado, dia 04, não degustamos o famigerado carneiro e o que é pior, o seu empregado continua desaparecido, não há noticias, os filhos, a esposa e o cachorro, estão preocupados, as suposições feitas nesse momento crítico, dão conta “da possibilidade do carneiro ter engolido o capataz?” 

O CONTO DO PERU CONGELADO - o Kiko fez escola.
Os bons exemplos são difíceis de serem seguidos, já os maus! 
Na semana seguinte, Rogério, estava conosco a conversar sobre o bate-bola no aguardo da cerveja que ainda não tinha chegado, quando impaciente, esbravejou:
- Cara, ontem fui fazer a feira da semana e fiquei surpreso, o peru estava em promoção, aproveitei e comprei vinte. O probelma maior aconteceu em casa, quando fui gardar no freezer, não deu, dois ficaram fora, um mandei preparar e o outro tô pensando em trazer pra gente. O problema é que aqui não tem forno, fica difícil.
Ficamos abobalhados com tamanho disparate, assutados, nos lembramos do ocorrido com o carneiro do Kiko, mesmo assim João Nelinho, que por um bom tira-gosto faz de tudo, opinou:
- Pelo forno não, leva lá na padaria que eu me responsabilizo, deixo assando, quando estiver pronto o meu padeiro avisa e vou buscar.
Apreensão geral, logo o João, no mínimo as duas coxas não vêm, ela vai provar pra ver se está no ponto,etc., é mais deixa seguir , vamos vêr o que vai acontecer.Todos concordaram e a doação foi recebida com desconfiança, mais bemvinda. Finalmenteo chegou o dia D, ou melhor, o dia Peru, todos reunidos antes do racha, mais ou menos as sete da manhã, quando surge o Rogério na sede do Cambonense de mãos vazias. Questionado, esbravejou, irritado:
- gente não é o que vocês estão pensando não, o furo do Kiko não tem nada a ver com oque aconteceu comigo, passei a semana viajando, não tive tempo de levar o peru na padaria do João, sábado eu trago.
As piadas e gozações sobre o furo ocorrido, foi a tônica do dia, mais pra nós cambonenses dos dois vexames, tiramos as segintes conclusões: 
" Quem morre de véspera é perú, nesse caso, o perú fomos nós."
" Esmola grande, cego desconfia." 
Na verdade, Kiko e Rogério, os personegens, são grandes amigos, um beijo coração de ambos.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

TAL QUAL VINHO, QUANTO MAIS VELHO MELHOR


Audemário Rodrigues Costa, ou simplesmente Audemário, nasceu em Palmeira dos Índios e logo veio pra Maceió. Casou-se com Madja Clara Padilho Costa e teve duas filhas: Anne Gabriela P. Costa e Danielle Cristine. Nos seus 63 anos de idade, apaixonado por futebol, ao lado de Bibiu e Morais, exibe uma grande habilidade, tornando-se um dos maiores artilheiros do cambonense por mais de três anos consecutivos, rara é partida que o velho Audemário não deixe a sua marca. 
Além do futebol, sua maior paixão, chama-se Artur Padilha, seu neto de quem sempre se reporta com muito orgulho. 
Parabéns ao vitorioso Audemário Rodigues, cambonense de coração, pelo espírito jovem, companherismo e mais ainda por fazer parte de nosso grupo. Continue fazendo a alegria da galera, ou seja, gols.
O MALA DA SEMANA
Após o jogo de sábado, os participantes do bate-bola realizaram a votação do Mala da Semana, por unanimidade foi escolhido o companheiro Alberto Jorge Paes. O motivo, atitude impensada, "apos retirar-se do jogo, retornou com a cara mais cinica do mundo, dizendo que estava cansado", levou cartão amarelo e claro prejudicou o time que estava jogando. 
FESTA DO MÊS
Por decisão da maioria o bode oferecido pelo Kiko, ex-artilheiro após a marcaçao ferenha do craque Bibiu, será no dia 21 de março e contará com as presenças dos amigos que estão trabalhando fora do estado: Faiçal e Dedé além do grande Botinha que conseguirá antecipadamente sua "alforria" para esta data.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

NEM COM DINHEIRO, ELE TEM BOM GOSTO


Companheiros cambonenses, nosso imodesto companheiro Alder Riquinho Flores, cansado de levar fora das meninas que frequentam á noite no famigerado Buganvilie, situado no Barro Duro, com ajuda da Mamãe abastarda financeiramente, consegui a "benesse" de ir a Paris, com o objetivo de conseguir uma namoradinha. 
O jovem mancebo não tendo recursos financeiros e não tendo a mamãe ao lado pra bancar a despesa, levou a jovem francesa a uma modesta Cafeteria de beira de estrada, situada na esquina da S´Antelisê, para tomar café com bolo de fubá, podendo aqui em Maceió, cidade mais linda do mundo, comer uma tapioca com queijo, que é seu forte, nas Tapioqueiras da Ponta Verde.
Mês passado, Riquinho foi manchete nos jornais por ter desfilado agarrado com uma jovem senhora de uns 60 anos pela Pajussara, tendo a Polícia de interferir no romance, tal era a sede do rapaz ao beijar e ao afagar a fogosa senhora . 
Após o corretivo em plena avenida, dirigiu-se a Macarronada do Edson, situada no Vergel do Lago para jantar e tomar cerveja SOL a de sua preferência. 
É isso mesmo, bom gosto não é pra todo mudo, por isso me admiro dos outros cambonenses, por exemplo: nosso amigo Edamr, Neno...Chicão, Wal, Canhoto...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O TALENTO TEM NOME


Bibiu, pernambucano de nascimento, alagoano de coração, pai de seis filhos com Dona Neide Benedita Costa, hoje com 67 (sessenta e sete anos) é o mais talentoso atleta da Associação dos Amigos da Cambona. 
Iniciou sua carreira no Estivadores Futebol Clube, agremiação portuária, mantida pelos funcionários que trabalhavam com embarque e desembarque no cais do Porto de Maceió. Por lá passaram craques como Canhoteiro, Canhoto e outros famosos, entretanto, mesmo sendo uma equipe em plena ascensão, Bibiu pouco demoro por lá, logo os diretores do Centro Esportivo Alagoano o levaram para o Mutange, onde se tornou em : 65, 66 e 67, tri campeão alagoano.
O mais interessante, foi que o CSA também não conseguiu segurar por muito tempo o seu quarto zagueiro, o Sport Clube do Recife, atual campeão da Copa do Brasil, veio ao seu encalce e o levou para a Veneza Brasileira, onde ao lado de: Niltão, Aguiar, Gilson, Helminto, Walter, Vadinho, Dema, Renato, Acelino e Ricardo, conquistou o Nordestão de 1970. Permaneceu no SPORT até 1973, quando a saudade da terrinha bateu mais forte e retornou ao CSA, tornando-se mais uma vez campeão alagoano em 1974.
Já consagrado teve seu ego ainda mais acariciado, quando em 1976, o grande rival azulino, o Clube de Regatas Brasil, o levou nas caladas da noite para a Pajuçara. Demorou pouco no CRB, o São Sebastião de Porto Calvo, que tinha tornado-se campeão da segunda divisão e conseqüentemente subido para a primeira, para reforçar o seu elenco, contratou para campanha de 1978 e 79, o melhor quarto zagueiro alagoano, que fez mais uma vez valer o seu grande futebol, sendo apontado pela crônica esportiva, como um dos melhores jogadores do campeonato daquele ano. Hoje residindo no bairro da Massagueira, a margem da Lagoa Mundaú, passa boa parte do tempo pescando, entretanto, quando visitado por fãs e amigos, os recebe regado sempre a uma excelente peixada, preparada por Dona Neide, sua esposa. 
FATO PITORESCO 
Sendo apaixonado por futebol, vascaíno doente, sofre sempre com as gozações de: Kleber, Kiko, Chico, Bruno e outros rubro-negros doentes, em cima do Vasco da Gama, agora na segunda divisão, entretanto, a resposta vem na hora do bate-bola, quando mostra que quem foi Rei, não perde a Majestade.
Ano de 2008, um dos associados Kristiano Costa Coutinho, mais conhecido como Kiko, rapaz de 1.80 de altura, beirando os 30 anos de idade, esbanjando saúde e categoria, tornou-se o artilheiro do ano, desbancando o já consagrado, Aldemário Rodrigues, entretanto, o que ele não esperava, era a efervescência do futebol brilhante de Bibiu em 2009. Lá se vão dois meses de memoráveis sábados de bate bola e os gols do KIKO SUMIRAM, o que hoje assistimos, são as brilhantes performances do consagrado Bibiu nos seus 67 anos, anulando e sobrepondo a juventude, deixando todos os associados do Cambonense, boquiabertos com tanto vigor e técnica apresentada pelo nosso mestre.
Bibiu, como carinhosamente é chamado por todos, goza da amizade e carinho irrestrito entre os Cambonenses, que têm orgulho de sua presença todos os sábados, mesmo morando no bairro bem distante, é o primeiro a chegar na Sede da AAC, onde esperamos por muito tempo ainda vê-lo como seu brilhante futebol. 
Parabéns Bibiu.