domingo, 5 de abril de 2009

ESTÓRIA PRA BOI DORMIR

O CARNEIRO DO KIKO
No início do ano, precisamente no mês de janeiro, logo após o primeiro bate-bola, nos reunimos pra colocarmos a conversa em dia e como é de costume, tomarmos uma geladinha.
Durante o bate-papo, surge através do nosso amigo Kiko, a promessa de ofertar aos amigos, um carneiro, oriundo de sua fazenda, situada no município de São José da Lage. Todos nós ficamos surpresos, com a surpreendente atitude franciscana do nosso companheiro, só nos restava no dia determinado, discutirmos, quantas grades tomariamos? Pasmem, na data aprazada a decepção foi geral, Kiko chega a sede do Cambonense de mãos vazias.
Questionado, cobrado, acusado, difamado, sabe-se mais lá o que, justifica-se narrando a dificuldade que está tendo o capataz em capturar o carneiro: 
- Meus amigos, está muito difícil localizar o rebanho. A cavalo demora muito, visto ser enorme a área de terra produtiva, lá plantando tudo dá e os carneiros devem se esconder no meio da plantação; seria até mais fácil a loclização de helicóptero; 
Não precisa dizer que a risada coletiva que demos e o mais engraçado ainda, foi à cara de pau do nosso personagem, querendo justificar o injustificável. Pra ser mais claro, estamos no mês de abril e até este último sábado, dia 04, não degustamos o famigerado carneiro e o que é pior, o seu empregado continua desaparecido, não há noticias, os filhos, a esposa e o cachorro, estão preocupados, as suposições feitas nesse momento crítico, dão conta “da possibilidade do carneiro ter engolido o capataz?” 

O CONTO DO PERU CONGELADO - o Kiko fez escola.
Os bons exemplos são difíceis de serem seguidos, já os maus! 
Na semana seguinte, Rogério, estava conosco a conversar sobre o bate-bola no aguardo da cerveja que ainda não tinha chegado, quando impaciente, esbravejou:
- Cara, ontem fui fazer a feira da semana e fiquei surpreso, o peru estava em promoção, aproveitei e comprei vinte. O probelma maior aconteceu em casa, quando fui gardar no freezer, não deu, dois ficaram fora, um mandei preparar e o outro tô pensando em trazer pra gente. O problema é que aqui não tem forno, fica difícil.
Ficamos abobalhados com tamanho disparate, assutados, nos lembramos do ocorrido com o carneiro do Kiko, mesmo assim João Nelinho, que por um bom tira-gosto faz de tudo, opinou:
- Pelo forno não, leva lá na padaria que eu me responsabilizo, deixo assando, quando estiver pronto o meu padeiro avisa e vou buscar.
Apreensão geral, logo o João, no mínimo as duas coxas não vêm, ela vai provar pra ver se está no ponto,etc., é mais deixa seguir , vamos vêr o que vai acontecer.Todos concordaram e a doação foi recebida com desconfiança, mais bemvinda. Finalmenteo chegou o dia D, ou melhor, o dia Peru, todos reunidos antes do racha, mais ou menos as sete da manhã, quando surge o Rogério na sede do Cambonense de mãos vazias. Questionado, esbravejou, irritado:
- gente não é o que vocês estão pensando não, o furo do Kiko não tem nada a ver com oque aconteceu comigo, passei a semana viajando, não tive tempo de levar o peru na padaria do João, sábado eu trago.
As piadas e gozações sobre o furo ocorrido, foi a tônica do dia, mais pra nós cambonenses dos dois vexames, tiramos as segintes conclusões: 
" Quem morre de véspera é perú, nesse caso, o perú fomos nós."
" Esmola grande, cego desconfia." 
Na verdade, Kiko e Rogério, os personegens, são grandes amigos, um beijo coração de ambos.

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